Pôr do sol é sempre aquela poesia né? tem que bater palma mesmo hahaha e os que eu vi no Jalapão a gente bate palma e joga rosas, porque vou te contar viu? Lindo demais! Existem dois pontos de visitação onde esse espetáculo se torna mais especial e que com certeza a sua agência vai incluir no seu roteiro, são eles: Pôr do sol da Pedra Furada e pôr do sol das dunas do Jalapão.

  • Pôr do sol da Pedra Furada

Depois de nadar o dia todo em cachoeiras e rios a gente terminou um dos dias do passeio indo assistir o pôr do sol na Pedra Furada (o mesmo nome da pedra que tem em Jeri). O caminho até lá a gente passa por uma floresta de eucalipto que é linda demais e que vai te guiando até o ponto mais próximo que podemos ir de carro.

Não existe trilha até a pedra em si, mas também não demora nem 2 minutos pra chegar até lá depois que a gente desce do carro. A pedra furada, que da nome à pedra, fica logo na saída dessa trilhazinha (por isso é importante ir com um guia) mas o ponto alto do passeio é quando a gente acessa o outro lado da pedra e vê aquela imensidão do serrado. Lá de cima podemos ver Morro da Cruz  e o Morro Solto.

O silêncio daquele lugar é incrível, a gente escuta apenas os sons dos periquitos e araras que ficam pra lá e pra cá. O silêncio também é exigido não só para manter o ambiente calmo mas também pra não despertar a ira das colmeias de abelhas que existem por lá… infelizmente já houve relatos de ataques 🙁 Quando estavamos lá, tinha uma galera usando um drone e foi solicitado que o desligasse porque o barulho poderia desencadear a ira das abelhas 😛 Desse ponto é onde a gente ve o sol de frente e assiste o espetáculo, coloquei esse vídeo porque acho que só ele é capaz de descrever o que eu to falando desse lugar.

A visita ao Morro da Pedra Furada é gratuita e é facinho de chegar. O Morro da Pedra Furada fica a cerca de 30 quilômetros de Ponte Alta do Tocantins, cidade a 150 quilômetros de Palmas. Às vezes a parada é feita logo no seu primeiro dia por lá. O acesso somente é possível com um 4×4 pra não correr o risco de ficar no meio do caminho 🙂

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  • Pôr do Sol das Dunas

O carro chefe no quesito pôr do sol com certeza são as dunas douradas do Jalapão. A gente quase perdeu o espetáculo porque nosso carro quebrou no meio do nada haha (as estradas são bem brutas e é indispensável que sua agência providencie um carro resistente a tanto buraco e chacoalhada) Ainda no caminho até às dunas, fizemos uma rápida parada pra foto entre as serras que rodeam o parque, a serra do Espírito Santo e o morro Saca Trapo. Elas ficam cerca de 35km de Mateiros no Tocantins e foi usada de base nos próximo 2 dias que passamos por lá e visitamos os fervedouros.

A subida nas dunas é bem tranquila e sempre é feita no fim da tarde que é quando a areia ta mais fria e claro, quando acontece o pôr do sol. No caminho até lá a gente passa dentro de um córrego então é legal você ir de chinelo, até porque pisar naquela areia fofinha das dunas é muito gostoso 🙂 O mais interessante é que essas dunas são resultado da erosão de milhões de anos da Serra do Espírito Santo, o que deixa o parque estadual do Jalapão com uma diversidade incrível de atrações! Achei o passeio muito parecido com o pôr do sol que vi em Jericoacoara, porém no Jalapão o vento é calmo e a gente não sente o deslocamento das dunas (literalmente) como eu senti em Jeri.

O acesso só é permitido com guias credenciados e na entrada a gente preenche uma ficha onde o guia se torna responsável por você lá dentro. Existe o caminho pré determinado a ser feito e também é proibido o uso de drones. Eles são bem rigorosos e dá pra entender, tudo é feito para preservar ao máximo aquele lugar. Eu reforço aqui a necessidade de que você não vá por conta própria ao Jalapão, as chances de você se perder é enorme e lugares como as dunas você nunca poderia entrar pois estaria sem guia.

O Jalapão é um local quase intocável pelo ser humano, então o acesso é difícil e muitas vezes cansativo. Durante dois dias eu fiquei sem sinal de celular e incomunicável com o mundo, em caso de emergência, como foi o caso que nossao carro quebrou umas 34x nesse dia, a gente sempre recorria aos outros guias que faziam a mesma rota… conhecer a rota é fundamental para sobreviver haha é sério. A região é pouco habitada e a distância entre uma parada e outra é de no mínimo 50km. Uma das vezes que o nosso carro quebrou foi a noite e por azar ou por sorte, eu pude esperar por socorro sentada na beira da estrada com um show de um céu estrelado e um silêncio que não deu espaço pro desespero haha 🙂

O fato é que, pra onde você olhar o céu vai dar sempre um espetáculo! Merece ou  não merece o Tocatins inteiro? hahaha (piada infame)

Próximo post eu vou falar sobre as cachoeiras do Jalapão 🙂

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Escrito por rebecca

Ex- futura arquiteta, antiga Diretora de Arte e Mídia, atual Analista de Marketing Digital e para sempre Nômade.