praça das armas em cuscos

Cusco é um daqueles destinos que está na mente de muitos viajantes, principalmente por ser a base para quem deseja conhecer Machu Picchu. No entanto, A cidade a mais de 3000 metros acima do nível do mar e que está entre as 10 mais visitadas da América Latina, tem muito mais do que você imagina para oferecer.

A princípio, a ideia de passar 7 dias em Cusco pode parecer exagero. Mas, à medida que vai descobrindo tudo o que tem para conhecer, vai vendo que dá para ficar até mais 🙂 Há inúmeras maneiras de organizar os seus passeios em Cusco. É possível já sair do Brasil com todos os pacotes fechados com uma agência específica, assim como dá para ir comprando os passeios quando já estiver por lá. Tudo depende do quanto gosta de já ter tudo organizado e, claro, quanto tem disponível para gastar durante a sua viagem para Cusco.

Neste post, compartilho com vocês o meu roteiro de 7 dias em Cusco, feito em novembro de 2017 com o suporte da agência Guty Turism Travel, para ajudar você a organizar a sua viagem, da chegada à escolha dos passeios, além de alguns cantinhos especiais na cidade.

Chegando em Cusco

A chegada em uma nova cidade é uma das partes que causa maior apreensão quando estamos viajando. Como chegar ao hotel? Vale a pena táxi ou, vou de ônibus mesmo? Essa são algumas das perguntas que nos causam uma certa ansiedade, não é mesmo?

Como estava viajando com uma agência, eu cheguei em Cusco e já tinha uma pessoa me esperando para levar ao hotel. No entanto, há algumas possibilidades para fazer o caminho de pouco mais de 3 km entre o aeroporto e o centro.

Táxi: a opção mais prática para chegar ao seu hotel. Apesar de não ter ido de táxi, já tinha feito uma pesquisa rápida e há duas opções. A primeira são os táxis oficiais, recomendados pelo próprio aeroporto, que custa entre 30 e 35 soles. Há também a possibilidade de negociar com taxistas não-oficiais, na saída do aeroporto, mas, como você está chegando na cidade, pode acabar sendo aquele barato que sai caro.

Ônibus: Viajando sozinha, acho os ônibus que fazem a ligação entre o aeroporto e o centro sempre a opção com o melhor custo-benefício. No entanto, para Cusco a situação é diferente, pois as opções são shuttles privados e podem custar muito mais do que táxi.

Como disse, eu já tinha uma pessoa a minha espera e rapidinho já estava no meu hostel. Eu fiquei hospedada no Blacky Hostel, super bem localizado, praticamente do lado da Plaza de Armas, considerada o coração de Cusco.

O hostel fica numa pequena ladeira mas nada grave de acessar, tem poucos quartos mas são quartos grandes. Minha diária incluia um café da manhã simples, mas não fez muita diferença pois a maioria dos passeios saem muito cedo e já oferecem essa refeição.

hostel em cusco

Eu estava super cansada quando cheguei, porém não podia resistir a dar uma volta pelo centro. Dei aquele rolê básico de reconhecimento, jantei no Café Restaurant La estancia Imperiale, meio caro mas delicioso, e voltei para descansar, pois sabia que os próximos dias seriam intensos.

Cusco: dia 2

O passeio do primeiro dia tinha como destino o povo de Chinchero, com demonstração da arte têxtil típica, as ruínas de Moray e um tour guiado pelas Salinas de Maras.

A primeira parada, em Chichero, é uma verdadeira imersão no imaginário peruano que temos em mente. A pequena comunidade vive basicamente do turismo e da transformação da lã de alpaca em tecido, algo que tive a oportunidade de ver sendo feito, tomamos um chá feito por elas e ainda tem uma lojinha onde dava pra comprar produtos feitos no povoado.

vilarejo de Chinchero perto de cusco

Seguimos para Moray, um lugar impressionante pelos seus “degraus” construídos para a produção e experimentos agrícolas durante o Império Inca. À primeira vista, parecem anfiteatros mas o guia explica que a área foi utilizada como um laboratório, para determinar as condições ideais para o cultivo de cada espécie. Muito legal!  O local é enorme e da pra descer e tirar fotos lá embaixo.

moray perto de cusco

A última parada do tour do primeiro dia foi nas Salinas de Maras. Independente de você ir em um período de produção de sal, é uma parada que vale a pena. O lugar reúne mais de 3 mil piscinas de água salgada, que chegam ali através de um sistema complexo de irrigação, porém, muito antigo. O cenário é algo que nunca tinha visto parecido, além disso, dá para comprar todos os tipos de sal que você imaginar por lá.

salinas perto de cusco

O primeiro dia foi bastante tranquilo. Voltamos para Cusco ainda a tempo de almoçar e, em seguida tive a tarde livre, ideal para conhecer Cusco com mais calma, conhecer mais do artesanato e comprar algum souvenir. É claro que preciso comentar sobre a comida, né 🙂 Cusco tem a uma culinária maravilhosa e saudável! Por isso, recomendo demais o risoto de quinoa, acompanhado do delicioso Chinca Morada, o famoso suco de milho-roxo peruano, no restaurante La Feria, que fica na Plaza de Armas com uma super vista para a Catedral. Vale a visita pela comida e pela vista.

restaurante em cusco

Vale Sagrado: dia 3

Se você está preparando esta viagem, saiba de uma coisa: vai acordar muito cedo todas as manhãs. No segundo dia, saí de mala e cuia de cusco, pois, depois dos passeios já seguiria para a minha visita a Machu Picchu.

O Vale Sagrado dos Incas era o nosso destino. E, o sítio arqueológico de Pisac, bem no meio das montanhas, foi o primeiro lugar que paramos. O lugar era considerado um ponto estratégico agrícola, militar e cultural pelos Incas. A vista é incrível e eu fiquei um bom tempo sentada admirando aquele visual! Uma sensação de tranquilidade tão boa 🙂

cidade de pisac perto de cusco

O passeio seguiu pelo mercado típico do vilarejo, pit-stop para almoço e depois fomos para Ollantaytambo, outra aldeia em meio as montanhas que resiste firmemente ao tempo. Mas, é a Fortaleza de Ollantaytambo que atrai turistas do mundo todo. As ruínas dessa construção que nunca acabou, impressiona pelas escadas vertiginosas e estruturas que eram usadas como depósito de alimentos, aproveitando a temperatura amena da montanha.

cidade de Ollantaytambo perto de cusco

Em Ollantaytambo eu me separei do grupo e peguei um trem para Aguas Calientes, a cidade base para conhecer Machu Picchu. Muitas agências já oferecem o passeio com a opção de te deixar por lá pra você seguir viagem por conta própria. Preferi fazer dessa maneira e comprar o bilhete de trem sozinha, online mesmo, já tinha lido que valia a pena dormir em Aguas Calientes, ao invés de fazer um bate e volta, Cusco-Machu Picchu e como já ia fazer isso por contra própria tamém comprei meu ingresso.

A viagem foi ótima, num trem mega confortável e tinha até serviço de bordo. É claro que não era um menu gourmet, mas já valeu demais o lanche e cafézinho que eles serviram. Cheguei super tranquila em Aguas Calientes e, felizmente, a estação ficava bem no centro da cidade, além disso, meu hostel ficava também numa rua central. Dei uma voltinha pela cidade e fui descansar, o dia seguinte começaria muito cedo.

trem que vai para machu picchu

Visitando Machu Picchu: dia 4

O dia começou ainda de noite! kkkk Eu fiquei hospedada em uma hospedaria bem na rua onde é feita a subida para Machu Picchu. O caminho pode ser feito de ônibus ou a pé, tudo depende da sua disposição. Não se esqueça que caminhar no Peru exige o dobro de esforço, afinal, a altitude pode causar tonturas, enjoos e falta de ar.

Eu optei por fazer o percurso de ônibus, afinal o dia já seria de andanças. O bilhete custou 24 dólares (preço de 2017) e, tenha em mente que eles só aceitam cartão ou dólar, nada de peso peruano, ok?

fila para subir machu picchu

Fila para entrar no ônibus às 5:30 da manhã

Minha primeira parada foi logo na entrada do parque de Machu Picchu, para fazer aquela famosa foto, né! Dei muita sorte, o dia estava lindo, sem nenhuma nuvem no céu ♥ Depois da foto, fui passear e explorar todo o sítio, ver as lhamas e tudo mais. Logo em seguida, parti para Huyana Picchu, uma montanha que você compra a parte da entrada do parque de Machu Picchu, caso queira visitar.

vista de machu picchu

Lembre-se sempre de comprar o bilhete previamente, pois, a entrada no parque está sujeita a lotação. Como eu estava com internet, acabei fazendo o passeio todo por conta própria e lendo as informações. Mas, você pode contratar um guia e fazer o passeio por Macchu Picchu todo guiado. Confesso que preferi fazer tudo no meu tempo e com calma para desfrutar cada momento e tirar as fotos sem pressa.

Uma dica bacana é que você leve algo para comer, tipo um sanduíche ou fruta, assim como água. Lá dentro não há nada sendo vendido. Ah, mas não é permitido fazer pique-nique não, viu, é só uma coisinha para mastigar mesmo já que a gente passa o dia inteiro por lá.

vista-Huyana-Picchu

Vista de cima da montanha Huyana Picchu

Depois da minha visita desci de volta para Aguas Calientes (também de ônibus), comi algo mais robusto e já peguei o trem direto para Cusco. Se não me engano, conseguir pegar o das 15h, isso porque tinha saído do hostel às 5h da manhã, muitos hoteis liberam você para deixar malas na recepção e passar para pegar na volta. Outra informação importante, é o fato de que o trem sai ou pára (depende de onde você ta vindo) na estação de Poroy, não é em Cusco! Portanto, ao chegar, precisei pegar – e negociar bastante – um táxi para o meu hostel em Cusco.

Cusco: dia 5 – Lagoa de Humantay

Nem preciso dizer o quanto já estava cansada…Mas, a viagem não pode parar  😀

O quinto dia em Cusco também começou super cedo, tão cedo que só tomamos o café da manhã em um acampamento antes de iniciar uma trilha para a Lagoa de Humantay. A trilha para chegar a este lago de um verde esmeralda único, em meio às montanhas, pode ser complicada para quem não está acostumado com exercício físico, pois temos que subir montanha acima. Mas, há sempre a opção de fazer o caminho a cavalo. Eu fiz o trajeto em 40 minutos mais ou menos… quase morrendo kkk mas consegui.

trilha-Lagoa de Humantay

O visual é deslumbrante e Humantay era considerado um ponto sagrado pelos Incas. Mas, é a sua cor, consequência da água vir do degelo do topo das montanhas, é o que deixa todo mundo de boca aberta.

Lagoa Humantay perto de cusco

Depois um bom tempo curtindo a paisagem e explicação do guia sobre os rituais dos Incas, é hora de voltar. Felizmente, o caminho de volta é basicamente de descida, portanto, muito mais fácil. O almoço é feito no acampamento, antes da volta para Cusco, chegando lá bem no final da tarde.

Cusco é cheia de opções de restaurantes, com preços que se adequam a todos os bolsos. Portanto, não tenha medo, saia, caminhe e explore a cidade até encontrar aquele lugar faz o seu olho/bolso/estômago brilharem. Mas não deixe de comer um ceviche por lá! 🙂

Dia 6: City Tour em Cusco

Depois de tantas trilhas, o meu sexto dia na cidade seria para fazer um city tour. Porém, apesar de não ser época de chuva, eu experienciei uma mega chuva de granizo, completamente atípica para o mês de novembro. Portanto, o passeio planejado não aconteceu, haha! Porém, inseri nesse roteiro para que vocês saibam que há essa possibilidade de passeio 🙂

chuva de granizo em Cusco

Com o pé ensopado de água (porque meti o pé numa poça sem querer kkkk). Segui para o Mercado Central de San Pedro, um mercado municipal que vale a visita, seja para comer, comprar souvenir ou simplesmente para conhecer mais da cultura peruana.

Montanha das Sete Cores: dia 7 em Cusco

O último passeio em Cusco foi conhecer a famosa Montanha das Sete Cores. É provável que você já tenha visto alguma foto dessa paisagem, porém, nem sabia que ficava no Peru.

O dia começou muito cedo e, mais uma vez, tomamos o café da manhã no acampamento. Logo que comecei a trilha, senti os efeitos mais fortes da altitude (a montanha fica a 5.200m acima do nível do mar) e optei por seguir a cavalo. Paguei 40 mil soles para fazer este caminho, há possibilidade de pagar 60 mil, para fazer ida e volta. No entanto, sabia que o problema era só a subida, mais o meu cansaço acumulado dos últimos dias.

montanha de 7 cores perto de cusco

A trilha está longe de ser a mais fácil, mas acho que tudo depende de como você está se sentindo no dia, eu estava morta feat. enterrada. Porém, assim que você chega na montanha, percebe o quanto vale a pena. A combinação de cores é espetacular! Ou seja, o esforço não foi em vão.

Depois de uma caminhada, fotos e algumas e muita falta de ar, hahaha,, começamos a descer, o que já foi bem mais tranquilo. O almoço acontece no acampamento, antes de seguirmos a viagem de volta para Cusco.

No dia seguinte, já era dia de voltar para São Paulo, então sempre vale a pena dar mais um passeio pela cidade despretensiosamente. Além disso, como o aeroporto é bem perto do centro, dá para aproveitar as últimas horas em território Inca sem medo de perder o voo.

Partiu Cusco?

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