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Alter do Chão: Um Roteiro de 3 Dias

Conhecido como Caribe Amazônico, Alter do Chão já estava na minha lista de destinos há algum tempo. O pequeno distrito da cidade de Santarém reúne praias fluviais incríveis, trilhas na Floresta Amazônica e uma culinária típica do Norte do país.

Se você está planejando uma viagem para Alter do Chão, este post vai ajudar bastante. Com bastante sinceridade, compartilho aqui o meu roteiro de 3 dias e algumas dicas para evitar dores de cabeça na sua viagem.

Como chegar em Alter do Chão

A minha viagem começou com um voo de São Paulo para Santarém, aeroporto mais próximo de lá. Há duas formas principais de chegar em Alter saindo do aeroporto: A primeira opção e mais econômica, é pegar um ônibus para Santarém e de lá pegar um outro para Alter do Chão, que fica a 37km de distância e custa aproximadamente R$ 4.  Apesar de ser opção mais barata, é a mais demorada. Isso porque o aeroporto está mais próximo de Alter do que de Santarém, portanto, você acaba aumentando a jornada.

A segunda opção é seguir de táxi e esta é a hora de negociar. Num primeiro momento, o preço que os taxistas cobram é R$100. Antes de qualquer coisa, como há um fluxo turístico, veja se não há mais gente indo para Alter do Chão, assim podem dividir o táxi. Depois, pechinche. Eu dei bastante sorte, pois consegui um taxista que era de Alter e me cobrou apenas R$40, já que ele teria que voltar para a cidade de toda forma.

Na hora de pegar o voo de volta, eu já estava com uma amiga e conseguimos negociar o trajeto por R$80, ou seja, R$ 40 para cada uma.

Escolhendo a sua hospedagem

Se você está na busca por hospedagem em Alter do Chão, não deixe de acessar este post aqui.

Escolher um local para ficar não é muito difícil, pois a cidade é pequenina e tudo acaba sendo perto. Eu fiquei hospedada no Hostel da Floresta, a 800 metros do centro. O valor da diária foi R$50, no entanto, era tudo muito simples e um tanto quente, pois os quartos não tinham ar-condicionado e a estrutura da casa era toda de madeira. Mas deu pra dormir de boas, todas as noites (e ser acordada todos os dias às 4h da manhã porque o vizinho tinha um galo kkkk)

O que fazer em Alter do Chão

O pequeno distrito de Santarém é, na verdade uma base para os muitos passeios que pode fazer pelo Rio Tapajós. 

Na minha primeira noite, fomos dar uma volta pelo centrinho. A primeira diferença é o fato de haver pouca iluminação urbana, deixando as ruas escuras. Mas, não se preocupe, Alter do Chão é seguro e você não precisa ter medo de andar por lá.

Passamos grande parte da noite na praça principal. Como fomos no período do Sairé, o maior festival folclórico-religioso da região, a cidade estava movimentada e havia carimbó todas as noites. Uma oportunidade super bacana de conhecer melhor a cultural do Norte e provar umas boas caipirinhas também, porque ninguém é de ferro.

Ah, já em relação a comida, Alter do Chão oferece de tudo um pouco. É possível encontrar desde o pastel de R$5 na praça como restaurantes que servem pratos a R$40/R$50. Por ser pequenina, vale a pena dar um rolê e encontrar algo que se ajuste ao seu paladar e orçamento. 

Dia 1: O perrengue com os barqueiros

Se você está preparando a sua viagem para Alter do Chão, tenha uma coisa em mente: é provável que você tenha pelo menos uma dor de cabeça com os barqueiros. 

A minha viagem foi totalmente independente, ou seja, não fizemos nada com agências. Mas, tínhamos em mente uma lista completa dos lugares que queríamos conhecer para organizar os passeios. Na primeira noite, combinei tudo por WhatsApp com um barqueiro que nos tinha sido indicado.

Na manhã seguinte, ao chegar no local combinado, descobri que tínhamos sido remanejadas para outro barqueiro, que não estava cobrando o mesmo preço e não cobria os mesmos lugares. Por falar em preços, aproveito para destacar que Alter do Chão não é um destino mega barato. Todos os passeios de barco variam entre R$100 e R$150, portanto, já coloque isso no orçamento.

Depois de entender toda a desorganização, seguimos para o novo barco, mesmo sabendo que não iríamos para as vitórias-régia, pois no valor que pagamos, não seria possível incluir com este barqueiro.

Não quero passar o post reclamando, ok? A minha única dica é: não adianta combinar nada com antecedência em Alter do Chão. O negócio é ir para o ponto dos barcos, por volta das 8h/8h30 (os passeios saem às 9h) e negociar o passeio com os barqueiros.

Dica dada, seguimos aos passeios do dia.

A primeira parada foi na Praia de Ponta de Pedras. Começamos com o pé direito. O lugar é um dos mais bonitos de tudo o que vi por Alter do Chão. Ao contrário de muitos rios do norte, o Rio Tapajós tem uma tonalidade azul esverdeada única, por essa razão a região é conhecida como Caribe Amazônico.

A parada dura aproximadamente duas horas e tem vários bares com estrutura praia, com preço bastante justo. De lá seguimos para o Restaurante Casa de Saulo, uma parada obrigatória de todos os barcos. 

Com um toque mais gourmet, o restaurante conta uma vista linda para o rio e oferece pratos que variam entre R$30 e R$80. O meu almoço, incluindo uma bebida, custou R$45.

Depois do almoço, seguimos para o Lago do Tapari, conhecido como Lago Preto devido a sua cor que é bastante interessante. Foi nele que vi pela primeira vez a fumaça dos incêndios na Floresta Amazônica, algo que transformou o céu da região 🙁

Ao mergulhar, você sente diferentes correntes, frias e morna, o que garante uma experiência diferente. Apesar da cor escura, a água do Lago se revela cristalina quando reflete a luz do sol e da pra ver uns peixinhos passando.

A última parada foi na Ponta do Cururu para ver um dos pôres do sol mais concorrido da Amazônia e, preciso dizer, foi um dos mais bonitos que já vi.

De lá, seguimos Rio Tapajós abaixo e voltamos para Alter, para a praça principal, para mais carimbós e caipirinhas no restaurante Mãe Natureza. 

Dia 2: Praia, Sol e Água Fresca

No segundo dia em Alter do Chão, decidimos não fazer nenhum passeio específico, mas sim passar o dia na Praia do Pindobal. Há quem diga que esta é a praia mais bonita do Pará e as águas tranquilas fazem dela um verdadeiro paraíso.

Para chegar a praia é possível ir de barco ou carro. Na verdade, vale a pena considerar alugar um carro, caso queira ter mais independência nos passeios. O valor do barco foi R$50, ida e volta. 

A Praia do Pindobal tem uma excelente estrutura de bares, com uma comida maravilhosa e preços excelentes. Durante o dia, tomamos drinks e na hora do almoço, comemos um pirarucu na manteiga espetacular. A conta final foi de R$60 por pessoa. Simplesmente um dia maravilhoso de fazer muitos nadas, aproveitar o Rio Tapajós e descansar.

No caminho de volta, o barqueiro parou para vermos o pôr do sol, algo que não aconteceu devido às fumaças dos incêndios na floresta 🙁

Dia 3: Perrengue na Floresta

O último dia de passeio foi marcado por muito calor, quilômetros andados e pouca curtição, hahaha. Eu pensei duas vezes antes de dar a dica deste passeio, mas depois de conversar com uma amiga, que o adorou ter feito, achei que valia a pena compartilhar. Afinal, experiências são únicas e já explico melhor o porquê eu não curti muito.

O passeio na Flona, Floresta Nacional dos Tapajós, tem duas grandes atrações: as sumaúmas, árvores de quase 80 metros de altura e quase mil anos, e os igarapés.

Para fazer o passeio, é preciso fazer uma viagem de barco de aproximadamente uma hora, que custa R$50, ida e volta. O valor do guia para a trilha na Flona é de R$100 para um grupo de até 5 pessoas, portanto, dividindo, custou R$20 para cada. Além disso, é preciso contar com o valor do almoço, feito em uma casa na comunidade local, pelo valor de R$25.

Vamos a minha experiência. Ao contrário do passeio da minha amiga, o meu guia entrou mudo e saiu calado. Enquanto no passeio dela, ela disse ter tido uma verdadeira aula sobre a floresta… Portanto, o meu dia se resumiu a 4 horas de caminhada, sobe e desce, num ritmo acelerado para ver as sumaúmas e para tomar um banho no Igarapé. Passei muito mal por conta do calor e a intensidade da trilha, que não tinha nenhuma parada para o guia nos apresentar a floresta, nada nada.

É claro que estas duas paradas que fiz são interessantes. Porém, seria muito bacana aprender mais sobre a floresta, as plantas e animais. Por isso, acho que tudo depende muito do guia e não há como escolher, ou seja, é aquele jogo de sorte.

Além disso, o banho de igarapé, que me lembrou bastante os fervedouros do Jalapão, foi algo super rápido, mas com a água super gelada, deu pra descansar um pouco e aliviar o calor.

Depois de muito andar, almoçamos na casa de uma senhora que mora na comunidade e voltamos para o barco. Paramos em uma espécie de atol para ver o pôr do sol (se o sol lá estiver) e depois seguimos para Alter.

Última parada antes de ir embora

Como meu voo era só na parte da tarde, aproveitei a manhã para conhecer a Ilha do Amor, uma das principais atrações de Alter do Chão. A Ilha do Amor é uma das muitas atrações de Alter que só aparecem no período da seca, ou no chamado Verão Amazônico, que acontece entre os meses de Agosto e Dezembro.

Para chegar a Ilha do Amor é preciso ir de catraia, o barco típico da região, numa travessia curta, que no ápice da seca por ser feita a pé. O lugar é ideal para quem quer curtir um dia de praia, com estrutura de bares, além de ofertas de esporte como futevôlei e canoagem.

Há muito o que ver em Alter do Chão e você pode ajustar de acordo com a quantidade de dias disponíveis. Eu fiquei apenas três dias, mas poderia ficar mais 🙂 Tudo depende do orçamento, pois, como disse, não é um local tão barato.

De toda forma, eu recomendo demais conhecer mais esta beleza do norte do nosso país!

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